A importância da mulher negra para um mundo com igualdade racial

Fonte: nappy.co

Por Amanda Sávia, Piauí

O desafio de ampliar mulheres negras no mercado de trabalho. Queremos furar o abismo racial e tornar narrativas cada vez mais diversas no mercado. Os esforços das empresas são muitos. E devem ser mais que muitos. Devem ser astronômicos. E porque sua empresa deve ser diversa racialmente?

Os dados mostram que a desigualdade ainda é presente no nosso país. A taxa de analfabetismo é mais que o dobro entre pretos e pardos do que entre brancos. Quando se fala no acesso ao ensino superior, torna-se inverso: a porcentagem de brancos com 25 anos ou mais que tem ensino superior completo é de 22,9%. É mais que o dobro da porcentagem de pretos e pardos com diploma: 9,3%.

Já a média de anos de estudo para pessoas de 15 anos ou mais é de 8,7 anos para pretos e pardos e de 10,3 anos para brancos. Quando partimos para o recorte coorporativo, a situação é ainda mais desigual para as mulheres negras: 1,6% são gerentes e só 0,4% participam do quadro de executivos. São só duas, entre 548 diretores. (Dados do Institutos Ethos, 2016).

Além de maléfico para o ambiente de trabalho, que vai continuar tendo as mesmas ideias, com as mesmas pessoas e sem ter modificações, é uma questão de dívida histórica e questão de igualdade racial. É mais sobre o mundo que queremos deixar para nossos filhos do que sobre manter o mundo que herdamos de nossos pais.

Sobre a autora

Amanda Sávia é formada em comunicação social com ênfase em jornalismo e está se especializando em marketing digital e mídias. Ela já trabalhou em agências de publicidade, organizações não governamentais e Startups. Atualmente, Amanda cria conteúdos via redes sociais e gerencia a própria empresa, o Clube dos Cachos, além de fazer parte da equipe do Afroricas.